
RESULTADO
II Concurso de Poesia da APLACE
“Vozes Pirassununga”
A APLACE tornou pública e convidou várias escritores, a partir de 12 anos, a participarem do II Concurso de Poesia, celebrando a cultura e identidade de Pirassununga. O concurso valorizou talentos novos quanto experientes e na manhã do sábado do dia 29 de novembro de 2025, às 9h30, realizou a solenidade de premiação do II Concurso de Poesias “Voz de Pirassununga”, que reuniu 47 participantes inscritos entre 15 de setembro e 15 de outubro, que você pode acompanhar clicando aqui.
Os vencedores foram:
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1º lugar: “Martha, a poetisa”, de Roberto Bruno
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2º lugar: “Cultura e Identidade”, de Adriana Jordão
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3º lugar: “O Cordel da USP Pirassununga”, de Prof. Walter Ferreira Velloso Júnior.
Os três primeiros colocados foram contemplados com medalhas, livros e a publicação de suas poesias estão logo abaixo:


MARTHA “A POETISA"
Luz divina que transborda poesia.
Energia pura, mente lúcida e coração aberto
Para liberar muita emoção em seus poemas.
Amor pela vida e de todos que dela fazem parte.
O pensar é a sua imaginação
Para a criação de muitas outras poesias.
O céu é seu caminho para atingir seus mais profundos sentimentos.
Encantados ficamos com suas declarações poéticas.
Seu olhar é um farol azul que busca cada vez mais as coisas boas da vida.
Martha a poetisa, a única que tenho o privilégio de conhecer,
Conviver e aprender.
Obrigado por esta oportunidade!
1º Lugar
Roberto Bruno
Poesia: Martha, a poetisa


Cultura e Identidade
Há Pirassununga...
Terra de guerra, paz e de flor,
Terra de vermelho, branco e amor...
Cujos peitos emitem um som de Peixe o Roncador...
Amo-te Pirassununga...
Terra de ferrovia e café, registro de história e de um povo de fé,
Terra de economia impulsionada onde a capela aqui foi criada.
Pirassununga...
Terra de perfil de peitos sublimes, de bandeira onde o recanto brasileiro;
Soa, contudo, azul nas Asas d’Ouro, do Cruzeiro e na marcha de teu Soldado verde prados verdejantes.
Vê-se a Terra de meus Amores...
Dê beijos e amantes, do perfume de tuas flores vê-se e o semblante dos mais nobres varonis.
Há Pirassununga...
Do Profundo ao maior é saber que suportar o processo faz de cada cidadão confiar no próprio propósito de ver o meio onde tudo isso foi criado por Deus.
Meus Deus...
É só deixar os encantos que o encanto encanta a encantadora querida, joias raras de seus brilhantes robustos e de seu ouro verdejante.
A mais bela das amantes...
Pirassununga!
2º Lugar
Adriana Jordão
Poesia: “Cultura e Identidade”


O Cordel da USP Pirassununga
Na Terra Curimatá, aqui onde o peixe ronca,
a gente vai istudá que é pra não levar bronca
dos professô que ensina os menino e as menina.
Mas tem muito que estudar aqui nessa faculdade.
O tempo que vão passar aqui na Universidade
serão uns anos benditos, que, depois, deixam saudade.
Não esqueçam de rezar pro Bom Jesus dos Aflitos.
Vem gente di tudos canto. Do Leme, de Tambaú.
Do Porto, de Descalvado, de Araras, de Santa Rita.
Vem gente inté d’outro lado o nosso Mogi-Guaçú.
Cada cidade bonita desta nossa região!
Vem gente de bem distante, di Sum Paulo, di Campinas,
di Santos, di Ribeirão, pra istudá as disciplinas
nesse nosso fazendão. Os professô são bacana.
Uma turma preparada, com diploma di dotô.
Dão aula toda a semana e as lição são passada,
cada coisa complicada pra alunada aprendê.
Pois não são acostumados cum tanta dificuldade
eles que agora entrarum aqui nessa Faculdade.
Tem quem estuda as comida, a tal di Engenharia
de Alimentos, pra sabe os jeito di fazê
as guloseima com zelo, de um modo inté bem caipira
como a gente nunca viu, mas que serve de modelo
pras indústria do Brasil. Fenômenos de transporte?
Alimentos funcionais? Óleos e gorduras?
Embalagens bem legais? Frutas, leite e inté geleia?
Os caras entendem tudo, a turminha lá da ZEA.
Pra mim, eles são os tais: engenheiras e engenheiros
Todos eles geniais!
Tem outros que estuda os bichos
A tal da Zootecnia, trata dos boi e das vaca,
dos coelho e dos cabrito e das galinha;
e contudo, eu que gosto de ovo frito,
dô valor pra esses istudo.
Os bichos crescendo forte, as vaca tão dando leite,
os boi tão ficando gordo. Coitados, já tá na hora
desses bichão ir pro corte..
Ciência Animal é bacana! É o assunto do futuro.
E a turma da faculdade É gente grande, no duro!
Os bichos aqui vivendo,das veis fica inté doente.
Aí, essa meninada trata deles, sim sinhô.
Se for preciso, o bicho interna no hospitar.
E fica lá, se tratando, enquanto estiver mar.
E os professô dos menino ajuda no atendimento.
Que situação hilária! Alunos e professô
da nossa Veterinária tudo trabalhando junto
para o Bem da bicharada.
E o ensino progride é claro, pro nosso curso também.
Ocê pensa que acabô? num acabô não sinhô.
Pra resolve os problemas da fazenda e do roção
A turma da Biosistemas tem uns engenheiro bão.
Se ocê precisá deles, pode contar com uma mão.
Os caras dão jeito em tudo. No ambiente do gado,
nos defeito dos tratô, na plantação de banana,
na roça de berinjela e no terrenão da cana.
E olha que coisa singela, inté no canteiro de flô.
E se colher é um pobrema, Eles inventa um robô!
Essa tar di biossistema é uma espécie de amô.
Mas tem tanta coisa boa nessa tal de efe zea
Tem plantação de milho, veja só que boa ideia.
Tem um solão que é um brilho!
tem cana pra todo lado, tem 7 lagos profundo,
tem a pastagem pro gado, floresta pra todo mundo,
tem as arvi do cerrado, tem ipê e flamboyan
que mostram as frô bonita bem nas horas da manhã.
E a bicharada daqui? Tem besouro, isso não farta!
Tem as arara e os coati e as maritaca também.
Tem muito bicho aqui.
A siriema pernalta, que alegria que ela tem!
Tem gambá. Tem porco espinho.
Tem até lobo guará... Não falta nenhum bichinho
Seja da Terra ou do céu e colmeia com abelhas
que fabricam tanto mel e zumbem tanto nas telhas...
Uma escola tão bonita, na certa, outra não há.
A alunada, contente, vive olhando pro Céu.
A Deus a gente agradece e a turma faz uma prece.
Que é hora de terminar desta fazenda o Cordel.
3º lugar
Walter Ferreira Velloso Júnior
Poesia: O Cordel da USP Pirassununga



